Artigo Traduzido – O Wing Chun precisa de um centro “espiritual”? E ele é o confucionismo?

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Por Bem Judkins

Tradução Ana Calazans (ao repostar citar a fonte)
Leia o original clicando aqui 

Dedicado a meu Sifu de Wing Chun, Elder Lima, do Wing Tsjun Boehling Defense Systems

A relação entre artes marciais e espiritualidade oriental sempre foi um tema de forte interesse meu. Este artigo, do maravilhoso e sério site ‘Kung Fu Tea’, trata a questão do ponto de vista do Wing Chun (um dos assuntos centrais do site) e sob um enquadramento crítico muito instigante, apesar de polêmico. 

Recentemente li algo de um escritor famoso nas artes marciais que me fez sentar e tomar nota. O autor (que permanece sem nome, pois estou a ponto de criticá-lo) observou que um grande número de artes marciais tradicionais tem uma estreita relação com uma tradição espiritual (o budismo, taoísmo, xintoísmo etc.) e que falta algo essencial aquelas que não tem, porque elas não fornecem qualquer estrutura ética para regular a prática das habilidades mortais que transmitem. Este comentário foi mais um aparte do que qualquer outra coisa e autor prosseguiu em seu tema principal sem explicar sua observação ou oferecer qualquer sugestão para aqueles pobres artistas marciais ignorantes (os quais presumivelmente ocupam academias de MMA americano) que não estão recebendo regularmente edificação espiritual.

Eu não estou querendo contar o número de problemas que tenho com suposições explícitas e implícitas do autor. A declaração apareceu em um local conhecido por suas publicações de “alta qualidade”, no entanto é realmente uma das coisas mais problemáticas que eu li durante toda a semana. E, dada a quantidade de tempo que eu gasto lendo relatos orais da história das artes marciais, isso realmente diz algo.

Contudo, enquanto eu considerava a questão, percebi que talvez este sentimento seja muito mais difundido do que nós suspeitamos, mesmo no mundo dos estudos marciais chineses. Na verdade, eu suspeito que ele desempenha um papel importante no “orientalismo” que está em curso nas artes marciais. Mesmo em uma arte aparentemente tão agnóstica como o Wing Chun vemos esta tendência repetidamente vindo à superfície.

Então é verdade? O Wing Chun precisa de um centro espiritual? É necessário algum sistema de ensino religioso para incutir uma “boa ética” em artistas marciais? Deveria mesmo o Wing Chun se preocupar com “ética”? Como sabemos que uma ação é “eticamente boa” para começar? A partir de que perspectiva?

Minha formação profissional na teoria política me leva a suspeitar que as respostas a estes enigmas são, provavelmente, muito menos óbvias do que pode parecer. Importar uma visão de mundo religiosa certamente fornece a qualquer pessoa que pretenda construir um sistema de ética marcial uma base sólida para começar. Mas isso é o que devemos fazer em primeiro lugar? Se eu fosse reconstruir o Wing Chun em torno de algum novo núcleo ético que restringisse as potenciais ações de meus alunos, ainda seria o Wing Chun de Ip Man?

Pensamento budista e taoísta no Wing Chun moderno

Na maioria das vezes, as escolas “ortodoxas” de Wing Chun na tradição de Ip Man não tratam   explicitamente sobre o que diz respeito a religião ou espiritualidade. A história da criação do Wing Chun menciona o Templo Shaolin, mas o mesmo acontece com todos as outras artes marciais praticadas por uma minoria que fala cantonês no Sul da China, no século 20. Não há nenhuma evidência de que Ip Man, Chan Wah Shun ou Leung Jan foram devotados budistas. Enquanto algumas linhagens não ligadas a Ip Man têm tentado tornar o budismo central para a sua identidade, esta tendência nunca foi abraçada até mesmo por uma minoria substancial dos praticantes de Wing Chun. Na medida em que as ideias ou histórias budistas são discutidas elas pareciam ser usadas como metáfora para iluminar alguns aspectos da prática física e não como um Dharma real para estruturar devoção espiritual.

O mesmo pode ser dito com relação ao taoísmo. Claro que em Hong Kong e Taiwan o taoísmo, como uma religião popular, está profundamente ligado ao mundo dos “rios e lagos” e tem uma considerável sobreposição com as escolas de artes marciais. Ocasionalmente templos locais patrocinam grupos de demonstração que se apresentam em dias de festa. Mas isso não é o que qualquer um na América pensa quando ouvem “taoísmo.” No Ocidente nós damos muita atenção para a antiga tradição filosófica taoísta.

Esta linhagem de pensamento taoísta é provavelmente mais comum nas artes “internas” do Norte da China. Na minha experiência, ela não é muito vista na maioria das escolas do Sul de Kung Fu. Ela teve um impacto importante sobre os indivíduos como Sun Tzu e o General Qi Jiguang, e assim suas ideias básicas foram filtradas nas modernas artes marciais através das obras clássicas escritas por esses estrategistas anteriores. No entanto, quando eu vejo o taoísmo sendo referenciado é geralmente como uma metáfora para ajudar a explicar a prática moderna (por exemplo como o footwork em Pak Mei corresponde aos “cinco elementos”) e não como um objeto de estudo dedicado ao longo da vida.

De certa forma eu acho que isso é uma coisa do Norte contra o Sul. Estou prestes a fazer a coisa mais perigosa que você pode imaginar quando se escreve sobre artes marciais chinesas. Eu vou fazer uma generalização. Eu sei que há algumas exceções óbvias aqui, mas apenas siga-me por um momento.

Artes do Norte parecem mais propensas a tentar oferecer um sistema completo de teoria e prática que pode estruturar a maioria dos elementos da vida pessoal de um praticante, se assim o desejarem.

O Xingyiquan tem uma base teórica fascinante, o Tai Chi Chuan, na verdade, tem um corpus de “clássicos”, e o mais próximo que eu posso dizer é que é impossível dominar o kung fu shaolin se você começar depois dos oito anos de idade e não ir para um colégio interno dedicado. Para ser realmente autêntico, o colégio interno também precisa ter uma tubulação acabada e um  aquecimento limitado no inverno.

Abandoned bust of Confucious in the abandonded village of Dangcheng, southwest of Beijing
Busto abandonado de Confucio em uma vila ao Sudoeste de Pequim

Julgado por esta norma, os sistemas de boxe de Cantão [Guangdong] podem parecer inexpressivos. Isso é certamente o que R. W. Smith concluiu. Ele estava errado. Com toda a sua experiência ele nunca pareceu entender que artes como White Crane, Pak Mei ou Wing Chun tem fundamentalmente objetivos e estratégias diferentes para atingir esses propósitos. Ao invés de ser a extensa-forma-de-vida com a qual elas foram divulgadas em Taiwan, estas artes são pequenas e compactas. Eles são simples por definição. No Sul, a beleza das artes marciais muitas vezes apresenta-se como um exercício de parcimônia.

As artes do Sul são como o jogo de golfe; um saco, uma caixa de bolas e não mais do que 14 clubes. Seu trabalho é colocar a bola no buraco. É tudo tão simples. Mas a alegria do golfe vem de uma vida inteira de prática e requinte. Da mesma forma, o trabalho das artes marciais do Sul é bater no cara. Basta bater nele. Não é derrubá-lo de um cavalo em movimento com um chute.  Não é passar os dois primeiros anos de formação “cultivando o seu qi.” Apenas  socá-lo tão duramente quanto você possa. A sofisticação dessas artes vem de fazer coisas simples muito bem. Elas raramente parecem impressionantes, mas é preciso anos de prática.

No Sul, a beleza das artes marciais muitas vezes apresenta-se como um exercício de parcimônia. […] A sofisticação dessas artes vem de fazer coisas simples muito bem. Elas raramente parecem impressionantes, mas é preciso anos de prática.

Enquanto o Tai Chi tem um corpus de “clássicos” e as artes internas se beneficiaram da erudição de estudantes como Sun Lutang, não tenho a certeza de que é realmente necessário em algo como Wing Chun importar um sistema filosófico complexo. Na melhor das hipóteses você poderia transformá-lo em algo mais parecido com as “artes internas” do Norte, mas que não entende sua natureza básica em um nível fundamental.

A importação de tal sistema poderia desviar a atenção da beleza essencial da arte. Os sistemas de combate do Sul são belos, artes multifacetadas pequenas o suficiente para caber em uma caixa de joias. E a grande coisa sobre isso é que eles também podem se encaixar em sua vida sem consumi-la. Isso os torna muito compatíveis com o mundo moderno, mas essa ideia também estava lá desde o início.

A China redescobre o confucionismo

Por todas as razões acima (e outras que eu tenho discutido aqui), eu sou ambivalente sobre o lugar do taoísmo e do budismo no Wing Chun moderno. Eu suspeito que quase todos os elementos “religiosos” da arte que as pessoas muitas vezes apontam podem realmente ser melhor explicados através de uma compreensão básica da cultura chinesa. Na medida em que as discussões religiosas aumentem a nossa compreensão da cultura chinesa isso pode ser uma coisa boa. Além disso é necessária alguma cautela.

É claro que um dos fatores complicadores aqui é que o patamar de engajamento entre a sociedade e a religião chinesa está mudando rapidamente. Conforme os trabalhadores recém-habilitados e enriquecidos da China procuravam coisas para gastar seus proventos, e procuravam criar mais senso de significado em suas vidas pessoais, a religião tornou-se uma força cada vez mais importante na sociedade chinesa ao longo dos últimos 30 anos.

Um dos fenômenos mais interessantes que podem ser vistos nesse campo geral é o aumento da popularidade do confucionismo. Confúcio, filósofo e pensador do século VI AC (mais comumente referido como “Kongzi” em chinês) criou uma escola de pensamento que teve um profundo impacto sobre o desenvolvimento da sociedade chinesa. No entanto, seu legado também tem gerado controvérsia. Em certos aspectos críticos o taoísmo filosófico foi uma resposta direta a hipocrisia e arrogância do estado confucionista. Mais recentemente Mao [Tsé Tung] observou que Confúcio criou uma sociedade altamente estratificada e hierárquica (em que filhos foram sempre subserviente aos pais, esposas aos maridos, os camponeses a pequena nobreza e cidadãos ao estado) que levou diretamente à desigualdade econômica e aos abusos estruturais dos níveis mais baixos da sociedade. Na verdade, o comunismo chinês moderno passou a maior parte de sua carreira identificando e destruindo os últimos vestígios de pensamento e comportamento de Confúcio na sociedade chinesa.

Recentemente, esta postura linha dura foi amaciada. A liberalização da economia da China tem criado muitas mudanças positivas na vida das pessoas. No entanto, há uma percepção generalizada de que algo está faltando nessa nova ordem capitalista. Diz-se frequentemente que as pessoas na China têm desenvolvido uma obsessão doentia com o dinheiro. Além disso, tudo está acontecendo um vácuo moral deixado pelo recuo do estado comunista e sua ideologia marxista.

Existe o que parecem ser algumas tendências preocupantes na sociedade chinesa moderna. A empatia e o nível generalizado de “confiança social” estão atingindo um ponto mais baixo. Esta tendência tem sido notada por intelectuais públicos, quadros de partido e blogueiros de toda a China. É também uma das coisas que talvez esteja impulsionando o ressurgimento do interesse em Confúcio e seu legado ético.

Trazer Confúcio de volta para o debate público poderia ser um golpe de mestre que resolve muitos problemas de uma só vez. Ele é uma figura exclusivamente chinesa que aponta para os dias de glória do passado imperial, quando a China era vista como dominante na Ásia, tanto a nível moral como militar. Seus ensinamentos certamente poderiam ser transformados em uma nova ordem cívica sem muito esforço. Além disso, através da promoção de uma figura nativa o governo chinês também espera poder minar o apelo da religião “estrangeira”, como o cristianismo e o movimento ‘casa-igreja’. Claro que a questão delicada para o governo é como fazer isso sem parecer vergonhosamente hipócrita e egoísta.

Diante deste cenário social básico, não deve ser surpreendente saber que existe um número de indivíduos que está fazendo algumas perguntas bastante importantes sobre o relacionamento do Wing Chun com os valores confucionistas. A princípio parece absurdo supor que qualquer movimento marcial gostaria de alinhar-se com o pensamento confucionista, dada a hostilidade geral desta filosofia para com as “virtudes marciais.” No entanto, se você cavar um pouco mais, há um argumento a ser construído.

Confucionismo: o espirito perdido do Wing Chun?

Ip Chun, o filho mais velho de Ip Man, é provavelmente o defensor dos valores confucionistas com mais voz hoje no mundo do Wing Chun. Ele ressalta que seu pai era, em essência, um cavalheiro confucionista com uma educação que era simultaneamente confucionista e ocidental. Ele nunca foi um budista (embora certamente tenha tido familiaridade com suas ideias centrais) e a coisa mais taoísta sobre sua vida foi, provavelmente, o seu enterro. De qualquer forma, como Chu Shong Tin e outros já testemunharam, seus primeiros alunos se lembram dele como a encarnação viva de valores confucionistas. Isso, e seu senso de humor, aparece repetidamente na contabilidade dos “primeiros dias”. É claro que esses hábitos sociais ajudaram a atrair uma geração inteira de jovens estudantes que estava tentando manifestar exatamente o que a identidade “chinesa” deveria parecer em Hong Kong durante os anos 1950 e 1960.

Zhang Huan estátua 9 metros de
Estátua de Confucio com nove metros do artista Zhang Huan

Existem outras razões menos históricas pelas quais o confucionismo pode desempenhar um papel importante no futuro do Wing Chun, pelo menos na China continental e Hong Kong. No Ocidente as artes marciais são um popular, e um tanto exótico, passatempo. Elas realmente não transmitem muito significado social para a pessoa média, muito menos um significado negativo ou hostil. O mesmo não pode ser dito da China, onde a maioria das pessoas ainda desconfiam das artes marciais por causa de sua longa associação com a delinquência juvenil e a criminalidade. Mesmo em tempos melhores as artes marciais têm uma vibe distintamente “proletária” num momento em que a China como um todo desenvolveu aspirações “classe média”. Matrículas em todos os tipos de artes marciais na China têm decrescido e há um entendimento da necessidade de abordar estas percepções.

Uma das aberturas óbvias que os artistas marciais modernos que procuram demonstrar a sua relevância podem explorar é o amor geral pelas práticas de saúde e “auto-cultivo” na China. Agora que o Qigong [Chi Kung] está sob controle oficial do estado é uma área menos dinâmica do que era antes. No entanto, o público chinês é um grande crente na ligação entre exercício de baixo impacto e saúde. Isto é certamente algo que o Wing Chun poderia promover.

Ainda assim, não está claro que as artes marciais tenham uma vantagem única nessa área. É aí que a ideologia do “auto-cultivo” torna-se crítica. “Comer amargo” para melhorar a si mesmo tem uma longa história na prática marcial e isto é respeitado pela sociedade chinesa como um todo. É também o aspecto da “virtude marcial” que é o mais fácil de conciliar com a ética confucionista tradicional. Além disso a concentração e foco que certos exercícios marciais, como Chi Sao, promovem são semelhantes ao mindfulness e a meditação, ideias promovidas em algumas escolas neo-confucionistas.

Ip Chun discutiu isto e argumentou que o Chi Sao deve ser aumentado de forma explícita como um tipo de treinamento da mente. Além disso, os alunos de Wing Chun devem, a seu ver, estudar a “Doutrina do meio” [ou doutrina do significado] confucionista, bem como ética tradicional chinesa. Estas sugestões foram aceitas por um número de estudantes de Wing Chun no Ocidente que procuram compreender melhor as raízes de sua prática.

Este é um movimento interessante de sua parte. Ao invés de revelar algo sobre o passado do Wing Chun (onde não há nenhuma evidência de formação filosófica formal) o que ele está realmente fazendo é tentar garantir o futuro das artes. Ao minimizar a sua associação com a violência, enfatizando o  Chi Sao como uma prática de  “auto-cultivo” e pegando carona na crescente popularidade do confucionismo, Ip Chun parece estar tentando abrir um espaço social onde a classe média educada dos chineses estará disposta a assumir a arte.

É fundamental perceber que Ip Chun está fazendo tudo isso para tratar de questões e problemas que são muito mais comuns na China do que a América. As artes marciais não são desprezadas no Ocidente e o crescimento do Wing Chun tem sido bastante saudável. Além disso, o gênio do confucionismo é que ele aponta a maneira como você pode integrar diferentes grupos em um modelo hierárquico da sociedade. Isso pode ser crítico na China moderna, mas é muito diferente do modelo social que para a maioria de nós do Ocidente seria confortável. Nós, na verdade, estamos  bastante ocupados tentando integrar o Wing Chun em uma sociedade horizontal e democraticamente organizada.

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Wing Chun: ‘simplicidade’ como estado de arte. Na foto o Sifu Leo Au Yeung

Então, sim, há um movimento no sentido de construir um “centro espiritual” para o Wing Chun, tanto no Ocidente como na China, mas não estou convencido de que ele responde aos mesmos problemas. Eu acho que no Ocidente este é um sintoma de algumas bonitas suposições “orientalistas” sobre o que uma arte marcial correta ‘deveria’ ser. Tradicionalmente a maioria dos sistemas marciais tinha muito pouco conteúdo ético, e qualquer um que diga o contrário ou é enganado ou está  tentando vender algo. Na China, a transição para o confucionismo tem uma base ampla e vista em todas as áreas fora das artes marciais. A adoção deste movimento por Ip Chun se destina a alterar o perfil social da arte, não educar seus alunos quanto ao momento em que é OK para bater em um atacante.

Conclusão: escolha pessoal e espiritualidade no Wing Chun

Nas palavras do inestimável Yogi Berra o problema com não saber onde você está indo é que você só pode chegar lá. Qualquer pessoa deve ser capaz de encontrar um grau de satisfação pessoal profunda em uma prática como o Wing Chun e isso é uma coisa boa. Se você pessoalmente se sente chamado a ser um budista,  então, por todos os meios, vá e se torne um. Isso também é uma coisa boa. Não é o caso, no entanto, que seja preciso ser um budista ou um taoísta para entender o Wing Chun. O budismo ortodoxo tem muito pouco a dizer sobre o tema da auto-defesa séria.

O interesse de Ip Chun pelo pensamento confucionista é muito mais interessante para mim. Espero que me ajude a compreender melhor Ip Man, e me dê um sentido mais completo do que está acontecendo na sociedade chinesa de hoje. Mas eu realmente não espero que isso me traga diretrizes éticas para o uso de força letal, porque isso não é realmente o problema para o qual Ip Chun está se dirigindo. Em última análise, o Wing Chun não precisa de um centro espiritual mais do que um mecânico de automóveis ou um programador de computador. Certamente seria possível adotar um quadro religioso de referência (Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas alguém?), mas não é necessário fazê-lo. O fundamental, provavelmente, é ter clareza sobre quais são seus objetivos, na verdade desde o início.

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2 comentários Adicione o seu

  1. budismo, taoismo e confucionismo são religiões ou foram ‘tornadas’ assim? conste que.. Sidarta Gautama, Lao Tse e Confúcio, não eram divindades, nem líderes ‘religiosos’, antes, ‘pensadores’ ou ‘filósofos’.. ou seja, a questão é histórica e cultural, o que nestas ‘filosofias’ tem muito de fundamento prático-existencial, inclusive no caso do Kung Fu.. ou seja, pode sim haver (e de certo modo há) uma relação próxima destes fundamentos com o Kung Fu, independente do ‘estilo’, pois a cultura e o pensamento são ‘maiores’ do que ‘o estilo marcial’.. enfim.. a discussão é longa, porém, todo determinismo e todo reducionismo acabam reduzindo o Kung Fu e seu contexto histórico e filosófico, que é bem amplo, diga-se de passagem…

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    1. orderfromnoise disse:

      Obrigada por comentar Herman. Concordo plenamente: a discussão é longa e profunda. Gosto muito desse site do qual traduzi o texto. O autor dá um tratamento reflexivo aos temas, sem fechar questões.

      Kin Lay

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